Conheça a história da plataforma D22

Saiba mais sobre a plataforma D22 que foi a primeira Frontier do Brasil e das suas  derivadas da época.

 

A Nissan desde dos anos 1990 importava a sua antiga picape, e em 1998 passou a importar a então Frontier.
A aliança Renault-Nissan foi anunciada em 1999 do qual a Renault tinha 44% das ações da Nissan e esta tinha 15% da Renault. Na mesma época a Renault abriu uma fábrica em São José dos Pinhais-PR, e nos anos 2000 queria transformar a Nissan numa divisão de “utilitários pesados” da Renault no Brasil decidindo pela fabricação da Frontier em 2002. Em junho de 2002 a Frontier nacional chegava ao mercado apenas com cabine dupla e quatro portas.

Ela media 5,07 metros de comprimento, 1,82 metros de largura, 1,70 metros de altura e 2,95 metros de entre-eixos. Haviam duas opções de acabamento: a XE e a SE.
A XE vinha com para-choques pretos, e a SE na cor do veículo.
A única opção de câmbio era a manual de cinco marchas, com duas opções de tração: traseira e traseira com 4×4 de engate mecânico na alavanca, como era a tradição das picapes japonesas (embora a próxima geração da Frontier mudou isso).

Se a Toyota e a Mitsubishi optaram por usar motor de projeto próprio importado do Japão, a Nissan resolveu usar o MWM Sprint quatro cilindros em linha, 2.8 Turbo diesel intercooler, que era o mesmo da S10, com bloco e cabeçote de ferro, comando de válvulas simples no cabeçote acionado por corrente metálica, 12 válvulas (3 válvulas por cilindro), turbo, intercooler e bomba injetora. Seu diâmetro de cilindro era de 93 mm e o curso era de 103 mm, o que totalizavam 2.798 cm3. A sua taxa de compressão era de 17,3:1, e com isso gerava 34 KGFM a 1800 RPM, e 132 CV a 3800 RPM.
A sua suspensão utilizava amortecedores telescópicos. Na dianteira ela era independente por braços duplos triangulares, mas a “independência” acabava pela barra de torção no lugar das molas e barra estabilizadora, e na traseira é dependente tipo eixo-rígido com feixe de molas. Os freios eram a discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, ou seja era um verdadeira picape na sua concepção.

A Frontier nacional que chegava ao mercado com motor 2.8 Turbo Diesel de 132 CV,  mais tarde ganharia injeção common-rail e passaria a 140 CV.
Qualidades? robustez mecânica e visual interessante. Defeitos? espaço interno apertado.
No mês de lançamento ela foi testada fazendo de 0 a 100 km/h em 14,7segundos, com um consumo urbano de 11,2 km/l e o rodoviário de 14 km/l. Comparada a S10 2.8 e Ranger ela ficou na intermediária , sendo que a S10 com o mesmo motor fez 15,6 segundos no 0 a 100 km/h, e a Ranger cravou 11,9 segundos. O consumo urbano foi o melhor das três,  contra 11,1 km/l da Ranger e 10,8 km/l da S10. Já o consumo rodoviário foi de 14 km/l e ficou na intermediária. A Ranger cravou 12,2 km/l e a S10 cravou 15,9 km/l.

A Frontier foi lançada como linha 2003 em outubro de 2002 no Salão do automóvel. Também foi mostrado o novo Xterra e a versão cabine simples da Frontier. Em maio de 2003 é lançada a versão cabine simples que vinha apenas na versão XE,com o mesmo motor da cabine dupla e duas opções de tração: traseira e integral. As dimensões de largura e altura eram as mesmas, mas o comprimento era de 4,86 metros, e o entre-eixos era de 2,65 metros. A suspensão traseira ganhou feixe de molas mais reforçado para cargas.

Em junho de 2003 a Nissan resolve investir no segmento de utilitários esportivos com a produção do Xterra, apenas na versão de acabamento SE. O motor era o mesmo da cabine dupla, e vinha apenas com tração integral. Ela media 4,53 metros de comprimento, 1,79 metros de largura, 1,89 metros de altura e 2,65 metros de entre-eixos. A suspensão e os freios da picape cabine dupla foram mantidos, e o nome se pronunciava como “ecs-terra”. Enfim um rival nacional para a Blazer da GMB. Mas mesmo assim ela não obteve boas vendas no mercado brasileiro, inexplicavelmente, pois havia a vantagem do motor MWM que garantia manutenção onde não existiam autorizadas Nissan, o que era muito bom para os proprietários.

No seu teste ele fez 0 a 100 km/h em 14 segundos, e chegou a 165 km/h. O seu consumo urbano foi de 9,7 km/l, e o rodoviário foi de 12 km/l.

Em outubro de 2003 chegava a linha 2004 da Frontier trazendo como novidade a versão topo de linha SE Strike, e assim a Frontier ficava completa.
Em setembro de 2004 a Frontier SE Strike enfrentou a Ranger Limited 2.8 Turbo Diesel, a S10 Executive 2.8 Turbo Diesel a Toyota Hilux SRV 3.0 Turbo Diesel. Ela foi de 0 a 100 km/h em 14,3 segundos, ficando atrás só da Ranger com 13,5 segundos, à frente da S10 que usava o mesmo motor e fez em 15,4 segundos, e a Hilux com 16,9 segundos.
Sua velocidade máxima chegou a 157 km/h, e só ficou a frente da Hilux que conseguiu 155 km/h, e atrás de S10 e Ranger com seus 170 km/h.
O seu consumo urbano foi de 9,7 km/l. Foi a mais econômica, seguida da Hilux com 9,3 km/l, a S10 com 8,6 km/l e a Ranger com 8,4 km/l.
A Frontier foi a mais econômica na rodovia, com 13,8 km/l, contra 13,3 km/l da S10, 12,8 km/l da Hilux e 12,7 km/l da Ranger.

Em outubro de 2004 na linha 2005 nada mudava na Frontier e Xterra. Ele ganhava a opção de acabamento XE, mais barato.
Em setembro de 2005 como novidade na linha 2006, o motor MWM Sprint 2.8 Turbo Intercooler a diesel ganhava injeção common-rail no lugar da bomba injetora, e taxa de compressão passava a 17,8:1. Com isso gerava 34,7 kgfm a 1700 RPM e 140 CV a 3500 RPM, disponível tanto para Frontier como para o Xterra.
No mês seguinte a versão SE Strike enfrenta a S10 Executive com o mesmo motor, a Ranger Limited 3.0 Turbo Diesel que também passava a ser maior e eletrônica, e a Hilux SRV totalmente renovada com motor 3.0 Turbo Diesel também. Na pista ela fez o pior 0 a 100 km/h com 16 segundos, atrás da S10 com 15,4 segundos, a Ranger com 13 segundos e a Hilux com 12,9 segundos. Chegou ainda a 165 km/h, contra 173 km/h da S10, 180 km/h limitados da Ranger e 182 km/h também limitados da Hilux.

O consumo urbano foi de 10 km/l, e só ficou a frente da S10 com 9,3 km/l, mas atrás da Hilux com 11,3 km/l e da Ranger com 12,5 km/l. O consumo rodoviário foi de 14,3 km/l,  ficando na intermediária, com a S10 fazendo 14,1 km/l, e a Ranger e a Hilux com 15 km/l. Em outubro de 2006, na linha 2007, nada muda.
Em outubro de 2007, na linha 2008, com a chegada da nova geração importada da Tailândia, a SE Strike dá o seu adeus. E em outubro de 2008, com a nacionalização do modelo que antes era importado da Tailândia, tanto a Frontier como o Xterra dessa geração dão finalmente adeus no mercado brasileiro e na produção local.

A nossa Frontier foi exportada para os mercados do Mercosul em outubro de 2002, com o motor MWM Sprint 2.8 Turbo Diesel, e para o México entre outubro de 2003 e 2005, com o motor 2.8 Turbo Diesel em complemento aos modelos a gasolina importados dos Estados Unidos, e seguiu para o Mercosul até março de 2009. Esse chassi fez a estreia de um produto nacional para a Nissan e foi usado ao redor do mundo, e aqui a novidade foi uma picape de projeto japonês com motor diesel comprado de terceiros, a exemplo de Ford e GM, e se contar o modelo importado, essa base durou 10 anos no mercado nacional. Como nacional foram seis anos, e depois deu o bastão a nova base.

Lá fora, com exceção dos EUA, a picape da Nissan se chama Navara, ou simplesmente pick-up Nissan.

 

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*