Podemos confiar no marcador de consumo da Frontier?

O marcador é muito confiável, mas uma série de fatores podem interferir na comparação com o calculado na bomba.

 

Por: Eduardo

A Frontier oferece o que muitos chamam de “computador de bordo”, que na realidade é um display multi-funções que, entre outras, oferece uma medição do consumo médio da Frontier.
Muita gente mal informada diz que esses marcadores de consumo não são precisos, que nunca batem com o real, que o da Frontier tem um erro de 10% e outras bobagens mais.
Vamos esclarecer aqui a verdade.

Eu costumo dizer que a internet é um universo de muitas bobagens que acabam deixando os usuários mais confusos do que esclarecidos.
Essa questão do tal “erro do computador”, normalmente dito “para mais”, é mais uma daquelas fantasias que aparecem em nossos caminhos de tempos em tempos.

O pior é que eu justamente estava justamente desenvolvendo uma experiência sobre o tema, para ser publicada aqui no Clube, mas tive que antecipar algumas informações por conta de um comentário que surgiu no fórum 4×4 Brasil, do qual eu orgulhosamente participo.

OK… sou engenheiro, advogado, empresário do setor tecnológico, escrevi artigos sobre áudio por 5 anos por uma publicação brasileira e tenho outros publicados em vários países. E o que eu entendo de carros? Eu trabalhei muitos anos em montadoras, ainda tenho muitos conhecidos em várias outras montadoras, aliás, me corrijo agora: não são montadoras, são fabricantes mesmo. O próprio termo “montadora” está incorreto, e também forneço produtos para quase todas as montadoras do país.
Então, não vou divagar sobre algo que não conheço, antes que me acusem de leigo.

Vou começar perguntando: porque existem relatos divergentes de donos de Frontier que, ao tirar média de consumo na bomba e comparar com o “computador de bordo” (outra terminologia equivocada), os números batem com muita proximidade, e em outros casos há divergências de 6, 7 ou até 8%, ou mesmo até mais?
O sistema de medição do carro é impreciso? Não, pelo contrário, ele é muito preciso. O quanto? Muito !!!
Não vou entrar em detalhes que mostram que o método e a instrumentação empregada foi projetado para oferecer uma precisão de 0,1%. Mas, em outra oportunidade, entrarei nessa parte técnica mais chata.
Mas, não comecem confiando no que vou dizer aqui. Vou colocar já opinião de um engenheiro com 50 anos de experiência em jornalismo automobilístico.
Ele já cometeu seus deslizes no passado, mas hoje têm uma equipe de jovens profissionais, mais atualizados e competentes que lhe dão o suporte técnico adequado (ainda que às vezes cometem alguns “equívocos”).
Olha o que diz o ENGENHEIRO Boris Feldman:

“Consumo de combustível: posso confiar no resultado do computador de bordo?”

O problema do computador de bordo é que, em sua primeira geração, os dados registrados não eram confiáveis. Porém, agora, eles são muito precisos, pois o computador sabe exatamente quantos quilômetros foram percorridos e quantos litros foram consumidos, segundo a segundo.Já o problema do motorista fazer as suas próprias contas são as divergências entre um abastecimento e outro, a inclinação do carro ou do piso do posto. Para que elas sejam confiáveis, é necessário estabelecer uma média entre vários desses abastecimentos.”

Sequem os links:
Consumo de combustível: posso confiar no resultado do computador de bordo?
Computador de bordo mede o consumo de combustível corretamente?

Apesar do Engenheiro Boris ainda se referir a “computador de bordo”, talvez para usar uma linguagem mais popular e acessível, é claro que ele se refere ao sistema de medição de consumo dos veículos.

Vejam que interessante, ele respondeu algo que eu sempre comentei.
A medição apresentada no painel do carro é mais precisa do que aquela feita na bomba. Mas, porque então aparece um monte de desinformados questionando que o carro dele “rouba para mais”, que o do carro dele é “impreciso dando resultado mais altos”, etc.?
Afinal, este sistema é ou não preciso?
O medidor de consumo é muito preciso, o que acontece é que tem muita lenda no mercado e muita gente se aproveitando.
Eu consigo resultados calculados em bomba iguais ao marcador do painel, e muita gente não consegue. Existiria uma variação no sistema de um carro para o outro (do mesmo modelo e fabricação)? Não, não existe, o sistema é preciso e ponto.
Então porque muitos não conseguem fazer os números baterem? Porque não sabem como medir.
E como se mede então? Veremos isso depois. No momento eu quero só desmistificar essa ideia de que o marcador do carro é impreciso, e que a bomba é mais confiável, fundamentando a explicação.

Muita gente cansada de ouvir essas ladainhas, já fez o certo e buscou a resposta por conta própria. Eu vou publicar um relatório técnico com aferições reais sobre isso.
Mas, esse vídeo abaixo é de mais um sujeito que quis comprovar se existe ou não essa diferença:

O método dele foi muito cheio de variáveis que poderiam ter dado outro resultado, mas ele deu sorte destas variáveis não atrapalharem e conseguir fazer a sua comparação.

Sua conclusão:
Na bomba: 9,58 km/l (arredondado: 9,6)
No “computador de bordo”: 9,6 km/l

Mas o que o pessoal diz por aí é que o medidor da Tracker, como toda a linha Chevrolet, fornece medições imprecisas.

Vamos pegar mais um exemplo, feito também com critérios que não são os ideais, mas as possíveis causas de erro, por sorte, não conspiraram com os resultados e ele conseguiu fazer a comparação com precisão:

Sua conclusão:
Na bomba: 22,3 km/l
No “computador de bordo”: 22,2 km/l

Ou seja, neste caso, a diferença de 0,1 km/l ainda foi mais favorável na bomba, que mostrou mais economia. O que se diz no mercado é que os “computadores de bordo” sempre “roubam para mais”.

Eu, na verdade, gravei vários vídeos de comparação da minha Frontier. Não foi apenas um, foram vários.
Meus primeiros comparativos apresentavam uma diferença maior, que eu fui reduzindo até conseguir, finalmente, chegar a 14,5 km/l na bomba, e 14,6 no painel do carro. Uma diferença de aproximadamente 0,8%.
Muito diferente daquelas bobagens que falam em 5 ou 6% em grupos, YouTube e fóruns.

O erro normalmente está na bomba. Mas como? Só ver quantos litros gastou e fazer a divisão na calculadora. Seria simples assim?
Vou detalhar isso depois, mas a inclinação do carro altera o resultado na quantidade de combustível que entra no tanque. Assim como a “mão do frentista” (mesmo o sistema de corte automático não é nada preciso – quantas vezes ele desliga e depois de acionado novamente coloca muito mais combustível no tanque? – vou explicar isso depois), até a temperatura e o ar preso em alguns pontos provocam diferença. Quem nunca viu um doido chacoalhando um carro para caber mais gasolina? E o pior é que abre mais espaço mesmo.
O que aquela diferença fará na vida dele…. isso eu já não sei explicar.
Tem a imprecisão do marcador da bomba, as fiscalizações e os truques usador por muitos frentistas para fazer acreditar que entrou mais combustível no tanque do que de fato. Adivinhem qual a diferença que isso fará na média… claro… maior consumo na bomba. Nossa ! Que coisa !!!

Nova fraude em bomba de gasolina e difícil de notar; frentistas dão dicas contra golpes – 09/07/2017 – UOL Noticias

Mas, vejamos, e se estas e outras variáveis foram eliminadas e der diferença assim mesmo? Erro no medidor do carro?
Porque não? Qualquer produto pode dar problemas. Mas, isso é raro, não é “regrinha”. E a falha costuma ser bem mais pronunciada, facilmente percebida porque afeta até a autonomia do veículo.
Mas, normalmente a diferença ocorre pela mudança de pneus ou rodas, pelo motorista não saber usar corretamente o “computador de bordo”, ou até pelo modo de dirigir do motorista. Não falo em modo de dirigir “normal”, mas daqueles motoristas que precisam urgente procurar ajuda médica, que ficam acelerando fundo e freando em seguida, até saltando com o carro em “pisadas fundas” no acelerador, ou com comportamentos ainda mais insanos. Isso confunde o sistema de medição, que acaba não captando corretamente esse “pico” e interpolando o intervalo medido. Mas, vejam que o intervalo é bem curto, de 1 segundo para bem menos hoje em dia, então isso não é motivo também para diferenças maiores do que 1 ou 2 % nos casos mais extremos.
Até a pressão dos pneus pode interferir no resultado.
Ou seja, faça a coisa direito antes de concluir errado.

A não ser que o seu veículo tenha um problema sério não detectado, a medição do painel será sempre a mais confiável. Muitos vão dizer que não. Ignorem ! O sistema da Frontier é muito preciso, como tudo nela. Outros modelos… bem, não coloco a minha mão no fogo.
Se muita gente consegue igualar os resultados, qualquer um pode desde que faça direito. Tem muita engenharia e tecnologia nisso.
E não pense em levar o carro para verificarem o “suposto” problema. Vão só fuçar o seu carro e fazer bobagens.
Se houver um problema sério, muitos veículos mais “inteligentes” vão informar um código de erro e pronto. Qualquer falha de sensor pode ser identificada e denunciada em seguida.
Isso também não é regra, é raro ocorrer.

Será que a Nissan tentaria iludir o dono para ele imaginar que a Frontier é mais econômica?

Essa é outra dúvida sem a menor lógica, vejamos porque.
Primeiro que tentar fazer isso seria fraude, e injustificável. Mais cedo ou mais tarde os donos perceberiam.
Como muitos conseguem fazer as medições baterem e outros não, ela estaria fraudando aleatoriamente então? Isso, lógico, não faz o menor sentido.

Segundo que em todos os grupos e fóruns que participo, a conclusão é sempre a mesma: a Frontier é muito mais econômica que os próprios números que ela divulga, de um consumo na cidade de 9,2 km/l e 10,5 km/l na estrada. Todo mundo sabe que, na prática, ela é muito mais econômica do que isso.
A imprensa especializada já se surpreendeu com média de até 13 km/l na estrada, então porque a Nissan informaria esse consumo mas enganaria no marcador? Era melhor expor o melhor consumo para fazer o mercado comprar o modelo, porque depois que comprou não há mais razão para enganar. Vejam que o que acontece é o contrário.

Portanto, esse argumento de que a fábrica quer te “enganar” também não procede.

Então porque diferentes usuários chegam a diferentes conclusões?

Simples, porque não há uma metodologia definida.
Mas, sem uma metodologia, ainda é possível fazer os números baterem nas duas medições? Sim, e vimos isso aqui acima, mas, é preciso contar com muita sorte.

A própria bomba no posto de abastecimento não fornece quantidades precisas, e não falo só em fraudes. Temos um exemplo de um colega que mandava encher um tambor de combustível para uso na empresa, e cada vez ele vinha com um nível diferente. Ele chegou a acompanhar alguns abastecimentos e a marcação na bomba era exata, mas no tambor sempre variava.
Muitos outros fatores influenciam no consumo, e até a qualidade do combustível pode atrapalhar a medição.

Para reduzir estas interferências, faço aqui algumas sugestões:

1. Realize várias medições

Não faça apenas uma medição ou medições esporádicas em intervalos diferentes. Cada abastecimento tem uma margem de erro, e tirando uma média esse erro diminui.
Eu sugiro 10 medições na sequência.

2. Abasteça sempre no mesmo posto e na mesma bomba

Existem diferenças entre bombas, por mais que digam que não. Se uma mesma bomba pode apresentar medições diferentes, imagine bombas distintas.
Além disso, abastecer sempre no mesmo posto e na mesma bomba garante que o veículo vai estar com a mesma inclinação, diminuindo o erro causado por esse fator. E não se esqueça, não é só a inclinação lateral que afeta a medição, mas peso na caçamba também provoca uma variação na quantidade de combustível que vai entrar no tanque.

3. Não peça para encher “até a boca”

Isso também afeta a precisão, pois não garante a mesma quantidade nos abastecimentos, principalmente porque a forma como o frentista opera o equipamento afeta a medição de vazão da passagem do combustível pela mangueira.
Peça para encher até o primeiro desarme da bomba. Isso também não garante exatamente o mesmo nível, mas pode reduzir as diferenças.

4. Abasteça em postos confiáveis

A qualidade do combustível não afeta só outros componentes do carro e seu próprio desempenho, como pode causar problemas na medição do consumo, que leva muitos fatores de operação do veículo em conta.

5. Não espere muita precisão com pneus e rodas diferentes

A mudança do diâmetro total da roda (aro + pneu) engana o medidor de consumo. Muitas vezes é possível fazer um ajuste de correção na concessionária para diminuir os erros do velocímetro e do odômetro.

6. Cuidado com modificações no motor

Alteração de componentes, remapeamento e outras mudanças também afetam as leituras.

7. E sem entrar muito em detalhes:

– Acompanhe o abastecimento e evite excesso de interferência do frentista no controle de fluxo
– Tente abastecer sempre na mesma temperatura externa ou mais próxima
– Mantenha a manutenção do veículo em dia, principalmente filtros
– Mantenha a mesma calibragem de pneus em todo os percursos
– Evite dirigir acelerando e freando bruscamente (o sistema é mais preciso com um dirigir mais regular do que pisando fundo e freando em seguida)

Lembre-se, o sistema é muito preciso, e não há porque a Nissan querer “mentir” para o dono de uma Frontier, pois, como já dissemos, ela faz justamente o contrário, informando um consumo até maior do que o real, o que por si só já é um argumento menos interessante de marketing.

E você? Deixe o seu comentário se fez algum comparativo, os critérios que usou, se o carro é original, o tipo de pneu, etc. Vamos conhecer outras experiências. Participe !!!

 

Atualizações:

Depois desse debate no fórum 4×4 Brasil, o amigo Bigsd publicou o seguinte:

Eu achei isso também. É um teste sem os critérios que o Edu recomenda, mas ainda deu muito próximo, com o computador indicando até maior consumo, ao contrário da lenda urbana de que ele “rouba para mais” 
Se não me engano, o Edu recomenda encher o tanque e tirar a média 5 vezes, sempre no mesmo posto, na mesma bomba, na mesma temperatura, no automático e outros cuidados que talvez eu não recorde agora.

Esse texto vai justamente na orientação do Edu:

Consumo de combustivel: confiar no computador de bordo ou nao ? – Facility ABM

“Durante muitos anos, a única maneira possível para calcular a média de combustível por quilômetro rodado, era anotando em um caderninho e fazendo as contas toda vez que o veículo fosse abastecido.
Mas agora, os novos modelos contam com a tecnologia a seu favor.

Dessa forma, pelo menos em tese, não é necessário fazer os cálculos manualmente, pois, os painéis dos carros mais modernos já contam com este cálculo diretamente no computador de bordo.

E como todas as novidades sempre vêm acompanhadas de algumas dúvidas, decidimos escrever este texto para ajudar você a desmistificar todas as questões sobre confiar ou não no painel do computador de bordo.

O problema do computador de bordo é que, em sua primeira geração, os dados registrados não eram confiáveis. Por isso, boa parte dos motoristas acabam preferindo o jeito clássico.

Porém, agora, eles são muito precisos, pois o computador sabe exatamente quantos quilômetros foram percorridos e quantos litros foram consumidos, segundo a segundo, o que já facilita muito a vida do motorista.

Assim, o motorista ao fazer as suas próprias contas, precisa considerar as divergências entre um abastecimento e outro, a inclinação do carro ou do piso do posto e outras coisas.

Nesse caso, para que a verificação manual eficiente e realmente confiável, recomendamos que o condutor estabeleça uma média entre vários desses abastecimentos.”

 

Em 02.02.2022, eu publiquei o seguinte:

Quando surgiu a conversa do marcador da Frontier marcar a mais e com uma diferença absurda (mais uma das lendas desse povo maluco), eu aproveitei que eu tinha que abastecer a caminhonete e tinha zerado da última vez (para anotar custo de uma viagem a ser cobrada de um cliente), para tirar uma média.

Não fiz nada do que eu recomendo a fazer, mas eu não tinha esse objetivo e então foi improvisado mesmo.
Mas, quando for para tirar uma média mais “real”, eu recomendo todo aquele esquema de mesmo posto, mesma inclinação, mesma bomba, umas 4 ou 5 médias para reduzir os erros de abastecimento, etc…. Mas não fiz nada disso porque eu não estava com esse objetivo. Parei no posto perto da empresa antes de voltar para casa e abasteci. Logo que saí do posto já tirei uma foto do painel porque não dava pra ficar fazendo contas na rua.
Eu tinha tirado uma foto da bomba mas depois vi que saiu cheia de reflexos, mas dá pra ver e também juntei o recibo para não deixar qualquer dúvida nas cabecinhas mais “conspiradoras” .
Mas vou fazer uma média mais séria e depois publico aqui. 

Seguem as imagens:

Fazendo as contas:
Abasteci 61,138 litros e rodei pelo odômetro que havia side zerado 730,1km, o que deu uma média de 11,94 km/l.
Média marcada no computador de bordo da caminhonete também zerado no último abastecimento: 11,9 km/l

Uma diferença arredondada de 0% !!!!

Confesso que isso é raro. Duvido que consiga essa marca um dia novamente 
Certamente os erros conspiraram a favor, porque sempre ocorre uma diferença, ora um pouco para mais, ora um pouco para menos. Eu nem consideraria essa média como real, ou tudo foi muito perfeito sem querer. Também é possível.

Mas eu já fiz várias medições, sempre há uma diferença mínima que vai reduzindo nas médias das medições, que podem ser mais ou menos. Não existe regra. Esse negócio de computador “roubar a mais” para enganar que o carro é mais econômico que de fato, já vimos que é mais uma daquelas bobagens que nasce no mercado que ninguém sabe de onde vem, mas repete igual papagaio.

Vou buscar fazer 5 médias agora e com cuidado bem grande, com foto da bomba, recibo de pagamento fotografado ao lado do marcador, etc. A verdade tem que prevalecer como nos vídeos e reportagens que apresentei aqui recentemente. 
Depois vou explicar porque a medição do “computador de bordo” é realmente precisa, com informação técnica de fato.

Eu tenho um amigo que tem uma pequena empresa e compra 100 litros de diesel por semana. Algumas vezes até duas vezes.
O posto sempre entregou para ele, mas ele notava que o nível que vinha no tambor variava. Era um tambor translúcido se não me engano para 150 ou 200l, e ele começou a fazer marcação no tambor e confirmou a diferença.
Um dia ela tirou combustível de uma marcação mais elevada para comparar com a marcação mais baixa que já tinha ido outra vez, e deu uma diferença de quase 2 litros.
Ele reclamou com o dono do posto e passou a retirar pessoalmente o combustível, e para surpresa dele, mesmo a bomba marcando sempre os 100 litros, havia uma diferença de nível que com ele chegou perto até de 1,5l.
O dono do posto comentou que essa variação era normal. Não, não é. Tem legislação para isso. Mas, certamente haviam fatores que provocavam aquela diferença, mesmo não proposital.
Só pra ver como a coisa é um pouco mais complicada…

Em 08.02.2022 eu publiquei o seguinte:

Tirei nova média de consumo ontem.

Pela bomba: 711,2 km entrou 58,3 litros -média na bomba de: 12,2 km/l
Pelo painel: 11,9 km/l

Diferença de 2,5 % mais econômica na bomba.

Ainda não foi a condição mais ideal, porque abasteci em outra bomba do posto. Tem a bomba perto do lavador onde o piso é bem plano, e essa que abasteci ontem que fica mais perto da calçada e o piso é mais inclinado.
A bomba de cima estava ocupada e eu estava com pressa.
Também fiz um uso dela pouco uniforme no último dia, o que também muda um pouco. Por isso precisa tirar várias médias.
Fiz o cálculo na hora e ficou na calculadora do celular, mas como o Mc Donald´s é vizinho de muro do posto aqui da cidade de Itu onde abasteço (Shell), deixei para fotografar o painel no estacionamento do Mc mas acabei me esquecendo na saída.

Com algum cuidado, sem critérios muito rígidos, uma variação de 3 ou 4%, ora para mais ou para menos, pra mim é bem razoável. Mas o normal é sempre aproximar as duas medições.

Alguém mais mediu? Como mediu? Estamos querendo colocar isso no blog para ter uma situação mais real e diferente das especulações que espalham por aí. Tentem fazer 10 testes consecutivos, e se possível sempre na mesma bomba do mesmo posto, e desligamento no automático.
Acho que 10 é muito, não é?  É que vivo enchendo o tanque da minha com um percurso mínimo de 220 km por dia, ida e volta de casa para a empresa dependendo a rota que faço.

 

Em 09.02.2022 o colega Mauro publicou o seguinte:

Vamos lá, eu tirei uma média de consumo, sem todas essas frescuras que você sugerem então pode não ser muito preciso, mas deixo a minha colaboração aqui.
Neste trecho foram 463km rodados tipicamente em cidade antes de completar novamente o tanque. Na bomba entrou 44,9 litros.
Média de 10,3 km/l no lápis. Média do computador de bordo: 10,6 km/l. Uma diferença de 0,3 a mais no computador de bordo.
0,3 a mais sobre 10,3, dá 2,9% de diferença, é isso mesmo?
Zerei novamente e se lembrar semana que vem ou na outra eu tiro outra média.
Gente, de onde o pessoal tira essa coisa de 10% a mais roubado no computador de bordo?
Eu vi os vídeos também de outros que tiraram isso a limpo, todos imparciais, e realmente o troço é bem preciso. Cada vez mais eu vejo que ninguém sabe nada.

Aí o cara não sabe medir, leva num mecânico conhecido e ele diz que é assim mesmo. O outro leva na concessionária, sabe que concessionária não quer nem saber, já troca logo a peça se estiver na garantia e nem reclama, e fica igual porque o problema não é no medidor. No final o sistema é bem confiável sim mas as medições que exigem muitos cuidados para darem certo.
Impressionante como ninguém sabe nada.

 

 

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